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terça-feira, 26 de abril de 2016

Vejam as marcas no primeiro dia de desfile no SPFW

Bom dia Bloguetes!! A semana da Moda SPFW começou e com elas muitas novidades!! Nesse primeiro dia de desfiles, as marcas foram: Lilly Sarti, UMA Raquel Davidowicz, Amabilis, Apartamento 03 e Ronaldo Fraga, o desfile tao esperado que causou frisson pela sua irreverência!!! O desfile que iria assistir foi o UMA mas infelizmente pelo trânsito louco de SP não consegui chegar a tempo, e deixo aqui também minha tristeza com um evento de tão grande porte como esse, quando solicitamos convites para as marcas, elas deixam de última hora para mandar e-mails dizendo se você conseguiu ou não, é uma caixinha de surpresas!! Eu sempre solicito com antecedência, mas nem sempre consigo, este ano não consegui para muitos desfiles, acredito também que seja pelo número gigantesco de "Blogueiras" que surgiu no mercado através de fama e status (porque acham que só isso esquecem que tem que dar duro!!), e infelizmente, como o trabalho não consegue ser avaliado, muitas vão apenas por ir, nem dá muito importância a marca, mas enfim, acredito que em todos os trabalhos isso acontece, e tenho certeza que gosto do que faço mesmo que as portas se fechem, vou continuar batendo!! Um evento lindo, glamuroso, cheio de pessoas diferentes, não só pelo jeito de se vestir, mas de pensar também, tudo voltado para o mundo da moda, tendências, extravagancias mas ali é possível porque é o SPFW, é nisso que penso quando chego a um evento desses, e as marcas arrasam nos desfiles, vamos ver o que elas nos apresentaram nesse primeiro dia de puro glamour?


LILLY SARTI

Os destaques do desfile místico sertanejo de Lilly Sarti, inspirado nas xilogravuras de Samico


Lindo desfile inspirado na Natureza, foi através da obra do pernambucano Gilvan Samico que se inspirou para fazer essa majestosa coleção!! Com tramas em linho e crochê representando o sertão e outros tecidos a fauna e flora.  “Ele costumava fazer apenas uma obra por ano, gosto de suas xilogravuras em preto e branco, muito chiques”, conta Lilly, que usou o grafismo, as lendas, pedras e os animais envolvidos no trabalho do artista, mesclados com a textura da madeira vinda das “esculturas mobiliárias”do designer porto-alegrense Hugo França.

Vejam o desfile:


UMA RAQUEL DAVIDOWICZ


A UMA sempre se apresentando num tom mais sério, com poucas cores, roupas lisas com cortes perfeitos que a fazem diferente das outras marcas. Com calças e saias longas que chegam a arrastar no chão, a marca se inspirou em elementos mais esportivos e utilitários, mas sempre em alfaiataria.

Vejam como foi o desfile:


AMABILIS -TOP 5


A marca estreante no SPFW, ganhadora do prêmio Top Five, apresentou o projeto de aceleramento, uma parceria entre o Sebrae e o SPFW. E estreou com chave de ouro, com uma pequena orquestra tocando ao vivo, a coleção com estampas corais e algas, bordados em cordas e lindas redes tecidas à mão, marcou e muito quem ali assistia. Há um trabalho interessante de volume e amarrações, que traz uma certa modernidade à feminilidade. Os looks que abrem, misturando tons metalizados aos cítricos, mostram força e uma maneira contemporânea e esportiva de trabalhar o tema, fazendo uso de tecidos tecnológicos. Destacam-se também os vestidos, ora longos e assimétricos, ora midi com bordados. A marca está presente em 50 multimarcas, uma loja própria e quatro franquias.

Vejam como foi o desfile:

APARTAMENTO 03


A Apartamento 03 revisitou a clássica camisa branca para criar uma versão oversized com mangas e comprimento ultralongo. Mas não parou por aí, o estilista Luiz Claudio ainda colocou na passarela pijamas e peças de alfaiatara de modelagem ultralarga.

Assistam ao desfile:



E por fim, como o BUMMMM da noite foi o desfile de Ronaldo Fraga, vou fazer um post exclusivo só para mostrar como foi desfile, as tendências, o que ele usou para simbolizar os refugiados e Africanos, foi um desfile lindíssimo como só ele sabe fazer, foi de tirar o chapéu!!

Me aguardem, hoje tem mais SPFW, estarei lá mais tarde, me acompanhem pelo snap, lá mostro tudo o que está acontecendo no mundo da moda!! Meu Snap é blogitgirls.

Bjus no core e até mais tarde!!

Gabi











sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O que aconteceu no segundo dia de SPFW?

Boa noite bloguetes!! Estamos no último dia de SPFW e não consegui contar algumas novidades para vocês aqui, de como foram os desfiles e o que cada marca trouxe para a passarela como tendência, mas como pedido de desculpas trouxe bem completinho o segundo dia, com até os desfiles das marcas, vocês não irão perder nadinha do que aconteceu, e amanhã me aguardem tenho uma surpresaaaaa boa, só amanhã tá senão perde a graça rss!!!  Bom a tendência para o inverno de 2016 não mudar muito para este ano, além dos tecidos, com o preço do dólar nas alturas, as marcas que antes usavam mais tecidos importados mudaram para os tecidos brasileiros deve ser para não aumentar demais os preços de suas peças, porque com essa crise complica ter que repassar os preços para as peças, mas ficamos felizes porque temos ótimo produtos brasileiros, como a renda que é praticamente uma escultura não acham? Então bora conferir o segundo dia, mas depois vou colocando os demais ok, principalmente ontem que eu fui, foi demais!!!


ANIMALE



TEMA
Híbridos
MATERIAIS
Lã, seda, couro, pele, tricô e renda francesa, tudo natural

Duas referências, uma vinda de Vitorino Campos, outra de Beth Nabuco, culminaram na inspiração para o Inverno 2016 da Animale. “Vi uma exposição do Tadao Ando no Bon Marché, em Paris, e só conseguia pensar nele”, conta o estilista sobre o trabalho do arquiteto japonês autodidata e ganhador do prêmio Pritzer na categoria arquitetura, famoso por seus projetos de concreto com linhas simples e interação com a natureza. Diretora criativa da marca, Beth Nabuco olhou para uma “urban jungle”, nas palavras de Vitorino, indo até o movimento da Land Art, em que as obras são site specifics feitas em integração com a paisagem, utilizando muitas vezes elementos da natureza do próprio lugar para compor o trabalho, como pedras, madeira, etc.



Da união da arquitetura com a natureza surgiu o que o estilista chamou de uma coleção de híbridos, com looks focados na individualidade de cada modelo, com muitas variações capazes de contemplar diferentes tipos de mulher, usando assim comprimentos e propostas de modelagem variadas, da alfaiataria em casacos e peças mais estruturadas à languidez da seda em peças mais soltas e a pegada sexy da renda francesa recortada artesanalmente, com transparência em tops e minissaias. (CAROLINA VASONE)


Por Lilian Pacce: Combata o frio com casacos amplos, pernas de fora (mas botas de couro de cobra pra esquentar) e o colorido – essa é a proposta da Animale pro outono-inverno 2016! Uma variedade de texturas (veludo, renda, seda, couro, malha canelada, lã de ovelha bem peludinha) enriquece a coleção, e a cartela de cores, com especial ênfase no rosa quartzo, nos cinzas da arquitetura de Tadao Ando e nos flashes de amarelo, dão todo um charme especial. Aparecem propostas que também já rondaram a última temporada internacional, como o vestido-camisola e os materiais de boudoir em geral (uma das blusas de renda na verdade é toda construída com os “bicos”, não é uma renda inteira). Também pintam tricôs listrados (os fios variam nas listras, de nylon a rayon, na mesma peça) e estampas localizadas com um mash-up de referências de resultado pop. O comprimento varia entre o supercurto, o mídi e as calças e vestidos longos; e o abotoamento duplo dos casacões, saias e vestidos trazem um elemento um pouco mais pesado no clima que, fora isso, é bem leve e esperto. (Jorge Wakabara)

Assistam como foi o desfile:





UMA RAQUEL DAVIDOWICZ


TEMA
Comportamento dinâmico das ruas, sociedade mobile
MATERIAIS
Crepe de seda, moletons, moletons com textura emborrachada, malha suede, tafetá de seda, lãs, suede com película metalizada e couro


A Uma está cada vez mais se tornando um oásis para os adeptos da moda minimalista.



Poucas cores, roupas lisas, mas com cortes, construções e texturas que a tiram do lugar comum. Nesta temporada Raquel está inspirada por sua recente experiência em Nova York, onde acaba de abrir uma loja da Uma. Olhando o vai e vem nas ruas, a forma como as pessoas se movimentam, um clima eclético no vestir, com sobreposições que se adequem ao frio-quente (entra no metrô, sai na rua, etc) e a questão da mobilidade, ela criou uma coleção versátil, descomplicada, confortável e com uma ênfase forte nas sobreposições, na mistura dos materiais e os efeitos que algumas técnicas podem causar na roupa.


A coleção faz uma transição fácil da passarela para as ruas. Um mantô de lã se transforma em uma jaqueta, as botas fazem papel de legging, o plissado é na verdade um amassado, o moletom aparece misturado com materiais nobres, como seda e couro e os tingimentos são exclusivos (“aqui não temos nada, não há novidades, tecidos em cores novas, tudo temos que criar e desenvolver”). Vale destacar as lindas peças de suede com película de foil e a cartela de cores enxutíssima – e suficiente.

As transformações dos materiais também rendem bons momentos. Um moletom, por exemplo, passa por um processo de corrosão e ganha um ar mais desgastado e manchado. “Essa imperfeição faz parte da história”, disse, em uma conversa no backstage antes do desfile. O imperfeito da Uma parece perfeito pra gente andar por aí em qualquer inverno, em qualquer megalópole. (CY)

Por Lilian Pacce: Os atletas urbanos da UMA fazem maratona pela cidade com looks de couro, bolsas de alumínio e botas de cano alto de neoprene. Parece desconfortável? Não é: como tudo na marca, conforto e simplicidade são palavras de ordem e é aí que está sua força. São básicos versáteis, em tecidos incríveis e com uma modelagem acertada. O macacão de seda em vinho jaboticaba tem a alcinha do momento, emprestada dovestido-camisola (ele também aparece!) e dança conforme a música, do tênis ao salto alto. Os casacos acolchoados e moletons com corrosão abraçam os modelos e as pochetes de couro dão uma injeção cool pros looks, além de marcarem os quadris quebrando a silhueta mais reta. E se faltar metalizado, tem as bolsas do começo do texto: a base é de alumínio e algumas são cobertas com uma camada fina de couro, que amassa junto com o metal, tomando suas formas. Clica na foto pra ver mais! (Aurea Calcavecchia)
Assistam como foi o desfile:




RONALDO FRAGA




TEMA
O amor
MATERIAIS
Seda, algodão, bordados, passamanarias, tricôs de seda

“Não importa o nível intelectual, social, a idade de onde a pessoa vem: todo mundo tem uma história de amor para contar, que viveu ou que gostaria de ter vivido. O amor nos úne, nos nivela”, diz Ronaldo Fraga no backstage, horas antes de seu desfile cujo tema é o … amor. “O que tem como efeito o mais importante: imprimir a leveza de uma pluma ao peso da existência”, completa, no release do desfile que ele próprio sempre escreve e assina.



As delícias, mais do que as dores do amor, são o foco da coleção do estilista, que sempre busca na literatura o ponto de partida para seus temas de desfile. Aí entram as dores e loucuras dos apaixonados em textos que ele pesquisou de Hilda Hilst, Fabrício Carpinejar e, especialmente, de “Um Livro de Amor”, lançado este ano pelas psicólogas Cristiane Mesquita e Rosane Preciosa. A trilha sonora mistura o erudito ao popular, reiterando o poder de alcance do sentimento, interpretado por Tchaikovsky, Chico Buarque ou pela dupla argentina sucesso dos anos 80 Pimpinela.


Nas roupas, o tecido que aparece em tudo, tricotado, misturado ao algodão ou numa versão mais rústica é a seda, confeccionada pelas artesãs da Vila da Seda, região no Paraná que mais produz casulo de seda em todo o Ocidente. Mais de 50% do fio de seda usado pela Hermès, por exemplo, vem de lá. Ronaldo Fraga fez parceria com as artesãs, que confeccionaram os modelos que ele enviou, como os tricôs felpudos, o pullover multicolorido criado a partir do estágio em que o casulo já é jogado fora e um colar feito de casulos com o bicho da seda dentro!

Com imagens realistas e surreais do coração mesclado a partituras musicais, textos de cartas de amor, flores de bananeira e até um floral tirado de um prato da casa do estilista, a estamparia é feita toda digitalmente numa máquina brasileira criada especialmente para estampar peças inteiras de roupa, e não pedaços de tecido, sempre naturais. A coleção de Ronaldo, aliás, é 100% produzida no Brasil, com materiais nacionais, com exceção da lava de vulcão da Colombia, usada como pedraria de um colar.

A modelagem das peças parece mostrar, claramente, uma coleção masculina e outra feminina, com a das mulheres composta de calças e vestidos retos, com pouco volume, delineando levemente o corpo, e de calças, camisas, paletós e vestidos usados pelos homens. Já na abertura da apresentação, porém, Ronaldo revela que sua ideia é transpor o conceito de roupa com gênero, mesmo que ela pareça mais feminina ou masculina, e que ambos os sexos possam usá-la, quando um garoto e uma garota entram, vão até o fim da passarela e trocam de roupa em pleno desfile, saindo um com a peça do outro. O estilista, queria, inicialmente, que seu casting fosse só composto por modelos masculinos, que iriam desfilar as peças da linha masculina e também feminina, mas mudou e ideia na útlima hora e mesclou os 12 modelos homens usando 15 looks com as garotas.

Na beleza, assinada por Marcos Costa, o foco é a boca vermelha. No cabelos, centenas de flores desidratadas por duas semanas pelo próprio maquiador, foram usadas nos meninos e nas meninas, numa simbologia de que o amor deixa marcas, mesmo quando acaba, seca. Marcos se inspirou numa obra de Leonilson, um bordado com a frase “O amor faz a gente enlouquecer”.

Arrebatador, familiar ou fraternal, o amor estava por toda parte rondando Ronaldo Fraga, inclusive na ajuda extra recebida pelo próprio filho Ludovico, de 14 anos, que há cinco sem assistir a um desfile do pai (“por causa da escola, mas agora ele está indo bem e a gente liberou”) pediu especialmente para estar presente nesta coleção, e podia ser visto no backstage ao lado de Ronaldo o tempo todo. (Carolina Vasone)

Por Lilian Pacce: “Em tempos de guerra, falar de amor é um ato de subversão e resistência” – explica Ronaldo Fraga no texto distribuído à imprensa. Então é o amor que pontua toda a sua coleção de outono-inverno 2016 apresentada no SPFW, que começa com um casal entrando e trocando de roupa em plena passarela. E o unissex (e o #genderblend especialmente com rapazes de saia ampla) não deixa de ser também uma subversão, uma provocação. E os corações aparecem: no telão, no paetê metalizado com artérias desenhadas, nas estampas, na bolsinha de madeira, nas contas do colar (biojoia de lava de vulcão colombiana – fica preta e porosa). Também há uma profusão do vermelho, roxo, rosa – as cores que a gente liga a esse clima de paixão. E mil materiais de pesos e texturas diferentes: a seda pura sustentável do Casulo Feliz do Vale da Seda do Paraná; a renda geométrica com vazados listrados de Santa Catarina; o bordado eletrônico que consegue reproduzir o sombreado do desenho original.

O foco principal na seda tem um motivo: assim como o amor, ela é muito orgânica, muda com o tempo de cor, de toque. Outro fator que emociona vem das partituras estampadas – são músicas clássicas de nomes tipo Tchaikovsky e Chopin, e algumas ganham letras (escritas à mão) de músicas populares apaixonadas como se as partituras fossem delas! O desfile poético termina com os modelos deitados num montinho nas camas desarrumadas do cenário – durma com esse belo barulho! <3 (Jorge Wakabara)


Assistam um pouco de como foi o desfile:






LILLY SARTI


TEMA
Misticismo
MATERIAIS
Crepe, tule devorê, pashmina, pelo de ovelha, tricô, couro, jeans, chamois, lamê


“Tenho uma ligação com o misticismo há muito tempo”, conta Lilly Sarti, sobre a inspiração para o seu desfile do Inverno 2016. Sem querer retornar à uma década específica, mas sem deixar de lado seu perfume setentista habitual, a marca incorporou o esoterismo com acabamentos luxuosos, como o tule devorê com símbolos que remetiam da Astrologia ao Egito Antigo, pashminas, pelo de ovelha, couro, tricôs e lamê, numa coleção que também flertou com outras décadas (vide as duas calças clochard super anos 80), ofereceu boas opções de calças de alfaiataria masculina e silhuetas mais amplas.



Olhos de Horus (símbolo de proteção no Egito), yin e yang, cruz de Ansata e ícones de astrologia foram recortados no couro, a laser, aplicados em em várias peças de roupa, e também viraram belos braceletes, pingentes de colares e brincos. Moedas com elementos místicos vazados também foram feitas especialmente para a coleção e aplicadas em mangas de blusas e barras de saias, dando um movimento às peças. (CAROLINA VASONE)


Por Lilian Pacce: A garota Lilly Sarti é sempre um mix sexy, cool e chic. Nesteoutono-inverno 2016 dá pra incluir outro ponto: ela é mística, e isso ajuda a decorar seus looks com gargantilha com estrelas e colar com olho de Hórus e os patches de couro pendurados nas jaquetas e vestido de lamê como se fossem penduricalhos metálicos, bem fofos. Também tem o jacquard de tricô com estampa dourada cheia de referências ao misticismo e um clima boho em geral que combina com a pegada recorrente na marca.


Elas mostram e escondem com a ajuda de malhas caneladas de gola alta, como a que cobre o decote do vestido de Aline Weber, ou com um jacquard de seda em vestidos recordados e o georgette com devorê que deixa janelas de tule transparente surgirem. Tem vestido-camisola e o vestidão à Stevie Nicks, meio gótica suave, mais calças clochard e bocas-de-sino de couro combinadas com tricôs ótimos. E falando em ótimo: preste atenção no tricô tie dye, tingido à mão, que aparece com saia de camurça no meio da sequência de alfaiataria.



Entre pelos de carneiro que formam padronagens geométricas, como num maxichevron texturizado, também pinta um cinto-cartucheira aqui e ali, divertido e na medida, assim como os jeans do final. Lilly compara a coleção ao jeito yin yang com o qual ela e a irmã, Renata, tocam a marca. Totalmente diferentes, mas complementares, elas seguem fortes e precisas na passarela. (Aurea Calcavecchia)

Assistam um pouco de como foi o desfile:



Gostaram? Eu amei os detalhes de como foram apresentados os desfiles, eles escolheram um tema para abrilhantar mais ainda os desfiles das marcas, como uma inspiração, foram bem ousados não acham? Eu amei a ousadia deles, parabéns!!


Bjus de luz e boa noite!

Gabi

domingo, 18 de outubro de 2015

SPFW inverno 2016




Boa noite bloguetes!! E hoje começa mais uma semana muito especial da moda, o SPFW Inverno 2016, um mega evento de moda para mostrar as coleções e tendências para o inverno 2016, e vem muitos looks lindos por aí!!! O primeiro desfile, que aconteceu hoje foi a do estilista Alexandre Herchcovitch, e foi na Prefeitura de São Paulo, como sempre irreverente a começar pelo convite um bilhete único, convidando a todos a pegar o metro para assistir seu desfile, muito diferente não é verdade? Infelizmente este SPFW não vou poder ir, porque estou com problemas na coluna e estou em tratamento, não posso ficar muito tempo em cima do salto nem muito tempo em pé, então, minha cobertura será de longe mesmo mas pode deixar que vou atrás de todas as informações para vocês ok? A começar pelo calendário, desfiles e quais suas inspirações para as coleções, então, bora conferir?



Desfile: ALEXANDRE HERCHCOVITCH

TEMA
Uma história de boudoir sobre amor e perda, perversão, sexo e poder.


MATERIAIS
Tricoline de cashmere, fitas de gorgurão, tafetá de seda, jacquard, tule elástico, cetim de seda stretch, meia malha, lã cashmere, canvas de lã, lã alpaca, crepe georgete.


              


Bom este foi o desfile do primeiro dia, teremos a semana inteira de olho nas coleções das marcas que irão se apresentar no SPFW, mas antes vamos saber de algumas curiosidades dessa primeiro dia?

Herchcovitch no centro

Alexandre Herchcovitch vai abrir o calendário de Inverno 16 com um desfile domingo (18.10) na Prefeitura de São Paulo, no centro da cidade. Ele contou ao FFW que nunca havia ido ao local e ficou impressionado quando viu o saguão. “É uma oportunidade de os convidados conhecerem a sede, além de chegar com transporte público”, diz, em relação ao seu convite, que é um Bilhete Único carregado com duas viagens.

Já o desfile é uma história de boudoir sobre amor e perda, perversão, sexo e poder. “É sobre isso que falo nesta coleção, além de ser um megamix de tudo o que já fiz na vida em moda. As inspirações do ínicio de carreira, obsessões pelo corpo, modelagem, costura”.

Outro fato, público, é que esse é o último ano de contrato de Alexandre Herhcovitch com o grupo InBrands e a renovação está sendo estudada. Portanto, está no ar se este pode ou não ser o derradeiro desfile do estilista para a marca que fundou. “Se esse for o meu último, será um lindo desfile!”.

POR LILIAN PACCE: A combinação sexo e poder é explosiva, e cada estilista tem sua leitura. A de Alexandre Herchcovitch aparece em meio à crise econômica brasileira reforçando a máxima que defende que, sempre que a economia está em baixa, o sexyvira moda porque “sexo vende”. Se as fórmulas fossem fáceis nada teria graça: o combo sexo-poder de Herchcovitch, com alta carga fetichista, é mais denso e complexo que o dos outros, com imagens de passarelas desafiadoras e roupas – todas em preto, branco e brilho de cristal – cheias de segredos. Podemos começar pelo mais importante: o papel das fitas de gorgurão que perpassam por quase toda coleção. Elas são costuradas sobre o tecido fazendo caminhos tortuosos, voltas e círculos que franzem e trazem texturas. Chegam a construir um look inteiro – o usado por Isis Bataglia, com body e saia que junta as fitas e ainda traz detalhes de miçangas de porcelana nas costuras. Outras fitas, de organza e de tule, também servem pra fazer desenhos – no look de Waleska, a de tule sobre a cashmere branca passeia por quase toda a extensão do vestido longo – vai pra trás, volta, desce… Sofisticadíssimo, e uma metáfora dos caminhos sombrios de paixões avassaladoras, talvez.

Quer um segredo mais escondido? O vestido de cetim duchese de seda com losangos em riscas brancas, por exemplo. Olhe outra vez: o tecido na verdade traz um quadriculado P&B, e cada quadrado branco recebeu um quadrado preto costurado por cima, deixando só uma risca branca aparecer. A mesma coisa com o poá e o listrado, ambos de crepe georgete. Já as argolas de metal preto fosco vêm forradas fazendo um vão redondo na roupa, ou como um “bojo” do sutiã formado apenas por elas em diversos tamanhos e as fitas, ou ainda escondida na barra da incrível manga com volume redondo.
Todos esses detalhes espalhados pela coleção enriquecem esse clima misterioso-noir, mas também existem propostas mais “visíveis” nas fotos como a mistura de xadrezes (pied-de-poule, tipo madras, vichy), os chemises-camisolões do começo em tricoline de cashmere, os looks em meia malha. Os sapatos desenvolvidos com a Arezzo não são um simples trompe l’oeil: a sandália preta e a “meia”, que surge em preto, branco ou xadrez, realmente se desgrudam. A gargantilha e os anéis de cristais redondos estonteantes, por sua vez, são parceria com Hector Albertazzi. E o resultado, gótica nada suave e sadomasô de luxo (segundo o próprio Alexandre, “uma história de boudoir sobre amor e perda, perversão, sexo e poder”), é muito, muito bom, acima da média até pro próprio estilista, que já costuma fazer boas coleções. Pras que são vamps e pras que foram abandonadas e querem dar a volta por cima – você pode, e um bom começo é um bom casaco fechado com uma fenda absurdamente vertiginosa que mostre a sua maravilhosa perna inteira… (Jorge Wakabara)
Ameiii!!!


Run, baby, run!

Os fashionistas, como sempre, já começam a temporada correndo. Mas aqui, é no sentido literal mesmo. Domingo de manhã acontece mais uma edição da Fashion Run, com largada prevista para às 7h no Obelisco do parque Ibirapuera. A prova será realizada em um circuito de 5 km ao lado do parque. Ao final do percurso, os competidores serão recepcionados na Bienal com café da manhã e poderão conhecer em primeira mão o pavilhão onde acontece o SPFW. 

Na casa de Niemeyer

Nesta temporada, o SPFW volta a ocupar o prédio da Bienal, no parque Ibirapuera, e presta uma homenagem à Oscar Niemeyer. As salas de desfile, que normalmente são conhecidas como Sala 1 e 2, agora ganham os nomes Copan e Casa das Canoas. O terceiro andar foi adicionado à planta do evento como nova locação para desfiles e chama-se Espaço Niemeyer. Diferentemente das outras salas, este será um lugar aberto em que toda a arquitetura se faz presente. Desfilam lá Animale, Ellus e Reinaldo Lourenço.

Uma história em imagens

Para finalizar as comemorações de seus 20 anos, que começaram em abril, na edição de Verão, o SPFW organiza algumas exposições simbólicas da história do evento. “Do Princípio ao Início” mostra os momentos icônicos que ficaram eternizados na nossa memória. São fotos pinçadas de 40 edições e duas décadas de encontros e imagens inesquecíveis. Certamente, muita gente vai ficar emocionada ao relembrar alguns desses momentos.

O papel do cenógrafo

A cenografia é um elemento poderoso na comunicação de uma ideia, na criação de um ambiente inspirador. O trabalho do cenógrafo é transformar em realidade os desejos e sonhos dos estilistas. Assim, o cenógrafo e artista José Marton tornou-se um dos mais conhecidos dos corredores do SPFW. Há anos, ele está por trás de cenografias para exposições, lounges e desfiles, como os de Alexandre Herchcovitch, Água de Coco e Blue Man, que também marcaram a história do evento. A exposição fica en cartaz no CEU Heliópolis.


Exposição: “Fazendo a Cabeça”, de Davi Ramos

Talentoso stylist, dupla de Flavia Pommianosky, Davi Ramos começou a criar cabeças para complementar seus stylings de desfiles, editoriais e campanhas de moda. Os fascinators, chapeus, casquetes e derivados foram chamando tanto a atenção que começaram a ganhar encomendas, até que Davi resolveu criar, recentemente, uma marca para vendê-los. O processo ainda é totalmente artesanal e resulta em verdadeiras esculturas decorativas que trazem todo o repertório dramático teatral inventivo do stylist, que agora expõe 40 de suas peças na Bienal, durante o SPFW, acompanhadas de fotos e vídeos.

FFW & Ellus

O FFW e a Ellus fazem uma festa juntos nesta temporada, logo após o desfile, na terça, ali mesmo no terceiro andar da Bienal. Vai ser bem animada, com uma turma de parkour e com uma apresentação ao vivo que está sendo mantida em segredo total. Quem será… Acompanhe pelos perfis de Instagram ao vivo @ffw e @ellusjeansdeluxe

Chanel nas alturas

A semana também começa com uma festa concorrida da Chanel no Terraço Itália, logo na segunda. A noite comemora o lançamento da coleção Outono-Inverno 15/16 da marca. O cantor Tiago Iorc fará um pocket show e em seguida entra Marina Dias para um DJ set. Laura Neiva, fidèle da Chanel, e Johanna Stein-Birman estão entre as convidadas confirmadas. Muita gente deve sair direto do desfile da Lily Sarti, que encerra a segunda, para as alturas do Terraço Itália.

Nova musa na Colcci?

Gisele se despediu das passarelas e não estará no desfile da Colcci. É fato que a supermodelo estremece qualquer ambiente por onde passa no mundo e que os desfiles da Colcci tinham seu momento hot ticket com a presença dela e celebridades na primeira fila, inclusive o marido Tom Brady. E agora? Será que a marca vai anunciar alguma nova musa? Segundo a assessoria de imprensa, nenhuma outra modelo irá substituir Gisele nesta temporada. Se a marca não tem uma estratégia ainda definida para marcar esse novo momento, certamente deve focar seu trabalho na coleção e na execução de um desfile super bem feito e com um ótimo casting.

O amor, segundo Ronaldo Fraga

Os desfiles de Ronaldo Fraga sempre são garantia de fortes emoções. Seja por temáticas poéticas que valorizam a cultura brasileira, como as apresentações inspiradas no Rio São Francisco ou em Mário de Andrade, seja por levantar discussões de um jeito sempre tão poético de questões entaladas na garganta, como a velhice ou a beleza da mulher além dos padrões estéticos do mercado. Se na edição do Verão 2016 ele colocou amigas e conhecidas de diferentes idades com caudas de sereia e o peito nu no cenário para exaltar justamente a diversidade da beleza feminina, agora Ronaldo se volta para o amor, no fim, a essência de tudo o que faz. O cenário ainda é mistério, a trilha sonora deve misturar temas de novela com Tchaikovsky e Chico Buarque. Poemas de Hilda Hilst também farão parte da apresentação, com contrastes de bordados e rendados delicados e “avassaladores”. Tudo para enaltecer o amor em tempos de tantos conflitos e guerras, com sua característica mais importante para o estilista: “imprimir a leveza de uma pluma ao peso da existência.”

Lethicia Bronstein para a Riachuelo

Depois da parceria com a Versace desfilada no último São Paulo Fashion Week, a Riachuelo foca nos famosos vestidos de festa de Lethicia Bronstein, sucesso entre atrizes globais e celebridades. Mas não só isso. Para a fast fashion, a estilista também criou uma linha de jeans, camisas e regatas, matando a vontade de criar peças mais casuais, desejo que já tinha há algum tempo. O desfile acontecerá no dia 22.10 na galeria Baró, com beleza de Daniel Hernandez, styling de Renata Corrêa e direção de Giovanni Bianco, sempre promessa de uma superprodução.

Helô Rocha e o Alto Paraíso de Goiás
Esse é o primeiro desfile da marca de Helô Rocha, que deixa de ser Têca e passa a assinar a grife com o próprio nome (sem o acento). Para a sua coleção nesta nova fase, Helô se inspirou em uma viagem recente que fez a Alto Paraíso de Goiás, na Chapada dos Viadeiros, dando sequência a temas brasileiros (o verão foi dos orixás) para criar vestidos fortes e dramáticos, com muitas opções mais festivas, além das peças casuais sempre marcantes.

As rendeiras da Paraíba de Fernanda Yamamoto

Fernanda passou um ano encubando este projeto em que reinterpreta as rendas renascença da comunidade feminista Cunhã, especialista na técnica. A estilista fez sete viagens ao Cariri, onde ficam as 60 rendeiras, ao longo de oito meses de troca, em que apresentou desenhos exclusivos para que elas os executassem, trocou ideias e informações e acrescentou ao algodão da renda outros materiais como couro, feltro (lã) e jacquards. Fernanda trará algumas rendeiras que participaram da coleção para assistir ao desfile, que acontece no dia 22.10.

As estreias de Ratier e Coven

Duas estreias na passarela marcam esta edição do SPFW. Vinda do Fashion Rio, a mineira Coven, criada em 1993 por Liliane Rebehy, se inspira no mobiliário dos anos 50 para criar seus tricôs primorosos para o Inverno 2016. Já a Ratier é novíssima no mercado, lançada no fim do ano passado por Renato Ratier, dono do D-Edge, e traz uma moda que mistura referências minimalistas de vanguarda conceitual, com poucas cores e estruturas geométricas, ao repertório do próprio estilista, vindo da noite e com origem rural: ele vem de Campo Grande, de família de fazendeiros, e até hoje administra fazendas na região.

Exposição do Miles Aldridge: tem que ver

E quem estiver pela Bienal, especialmente as pessoas de fora de São Paulo, pode aproveitar para ver a exposição do fotógrafo britânico de moda Miles Aldridge, na Oca, dentro do parque. Aqui a gente conta tudo sobre a expo e mostra várias fotos!

Gostaram? O primeiro dia foi de arrasar, mas amanhã muitas novidades nos aguardam, vejam a programação:





Amanhã eu volto com muito mais ok? Além de continuar com o especial de Festas, que ainda não acabou tem dicas lindas, me aguardem!!

Bjus de luz e uma ótima semana a todos!!

Gabi